Billboard Women in Music 2025: KPop Demon Hunters, Ella Langley, Teyana Taylor e muito mais em uma noite histórica
A era "Golden" das mulheres na música foi celebrada no Hollywood Palladium
| Crédito: Gilbert Flores |
A Billboard reuniu na quarta-feira à noite algumas das maiores mulheres da música no Hollywood Palladium para o seu evento anual Women in Music — e a noite não faltou com emoção, discursos poderosos e até um momento de caos nos bastidores que virou o highlight da festa.
Entre as homenageadas do ano estavam nomes de múltiplos gêneros, com destaque para Audrey Nuna, Ejae e Rei Ami, as vozes por trás de "Golden", do filme KPop Demon Hunters, que levaram para casa o prêmio máximo da noite: Women of the Year.
O que rolou no palco
Ella Langley, que parece ser a mulher do momento tanto no pop quanto no country, abriu com uma performance acústica de "Choosin' Texas" antes de receber seu prêmio das mãos de Lainey Wilson. A apresentação de Wilson foi um momento à parte: as duas são concorrentes no ACM Awards, mas isso claramente não significa rivalidade entre elas.
"Conheci a Ella no Tim's Roof em Nashville anos atrás, e ela tinha um fogo que eu simplesmente não conseguia ignorar", disse Wilson. "Ela é o tipo de menina que não entra numa sala — ela chuta a porta."
Langley, que confessou ter procrastinado escrever o discurso até o último segundo, falou sobre o que significa ser uma "Powerhouse": "É força, resiliência. É voltar quando você não necessariamente quer, mas sente que vai lutar por isso."
Teyana Taylor foi homenageada por ninguém menos que Dionne Warwick, que a chamou de "meu alter ego" e "meu bebê" após uma performance acústica de "Bed of Roses". Mas o momento mais marcante da noite envolvendo Taylor foi um episódio nos bastidores
O discurso dela simplesmente não apareceu no teleprompter, e no lugar apareceu apenas a instrução "improvisar." Taylor não foi nada na base do improviso.
"Meu discurso está cued. Eles vão colocar esse maldito discurso! Vocês sabem que eu tenho bons discursos. Não vou improvisar."
Ela então leu em voz alta uma instrução dizendo que não havia discurso carregado e para "sair pelo lado direito do palco" — e saiu. Depois de um interlúdio com a apresentadora Keke Palmer improvisando para cobrir o constrangimento, Taylor voltou ao palco — desta vez de moletom, no lugar da roupa glamourosa que usava antes — para finalmente dar o discurso que merecia.
E que discurso. Comemorando 20 anos de carreira, ela falou sobre perseverança, propósito e os momentos em que se sentiu invisível para a indústria. Terminou agradecendo à Billboard pela postura durante o incidente e fazendo questão de elogiar a mãe, que aparentemente foi a verdadeira MVP da noite: "Ela me ensinou a ter graça, gente." — mas antes, Warwick já tinha revelado que a mãe de Taylor foi bastante vocal nos bastidores sobre o que aconteceu, o que arrancou a maior gargalhada da noite.
No discurso, Laufey falou sobre crescer na Islândia, país que elegeu a primeira presidente mulher democraticamente em 1980, e sobre como abraçar todas as suas influências — jazz, música clássica, pop — foi o que a levou ao sucesso: "Não fomos homenageadas aqui porque lutamos por mudança, mas porque abrimos espaço umas para as outras."
Outras performances e homenagens da noite incluíram Kehlani cantando "Folded" (apresentada por Ciara), Tate McRae com "Nobody's Girl" (Victoria Monét), Zara Larsson detonando o palco com "Midnight Sun" (apresentada por Tyla), e Mariah the Scientist dividindo o palco com Kali Uchis em "Rainy Days" (Coco Jones apresentou). BINI e The Beaches também foram homenageadas, sem performances — com Cara Delevingne e Bella Poarch como apresentadoras, respectivamente.
O Prêmio Ícone foi para Thalía, apresentada por Eva Longoria, que encheu o salão de mariachis em uma medley inesquecível.
O grande momento da noite: KPop Demon Hunters
As três integrantes do grupo — Ejae, Rei Ami e Audrey Nuna — subiram ao palco para o momento mais aguardado da noite, e cada uma deixou sua marca de um jeito bem diferente.
Ejae foi a mais serena das três, falando sobre crescer como mulher asiática nos EUA e raramente ver artistas que se pareciam com ela nos palcos ocidentais. Sonhava em ser idol de K-pop, e quando esse caminho não deu certo, pensou que tinha acabado. Foi no songwriting que encontrou o seu lugar — e seu recado para quem se sente invisível foi direto ao ponto: "Sua voz é algo a ser honrado. Sua história não é para ser diluída — é para ser amplificada. Sua identidade não é uma barreira, é o seu poder."
Rei Ami chegou sem rodeios: "Ser mulher nessa indústria dominada por homens é, honestamente, uma merda." Falou sobre trabalhar o dobro, ser criticada por tudo — magra demais, gorda demais, sem expressão, exagerada demais — e concluiu com o que pode ser o melhor parágrafo da noite: "Não somos demais; não somos barulhentas demais. Somos exatamente quem a porra que achamos que somos."
Audrey Nuna avisou logo de cara que estava emocional — o que ela mesma admitiu ser incomum, já que é conhecida como "a emocionalmente constipada do grupo." Prometeu não chorar. As outras duas disseram que ela ia chorar sim. Ela não chorou — mas chegou perto. Falou sobre nunca ter se encaixado nas expectativas que existem para mulheres coreanas-americanas, e terminou elogiando Ella Langley (que tinha acabado de se apresentar): "Eu estava completamente obcecada com a Ella Langley há pouco tempo, porque aquilo foi incrível!"
A noite inteira está disponível no canal do YouTube da Billboard.






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