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Mark Ruffalo revela que estrelas de Hollywood recusaram assinar carta contra fusão Paramount-WB por medo de lista negra

Crédito: Getty Images

Galera, tá rolando uma movimentação séria em Hollywood e o Mark Ruffalo (sim, o Hulk!) está no centro dela. Ele escreveu um artigo de opinião no New York Times, junto com Matt Stoller, pesquisador do American Economic Liberties Project, revelando algo bem preocupante: muitas estrelas se recusaram a assinar uma carta aberta contra a fusão entre a Paramount e a Warner Bros. — não porque discordavam, mas porque estavam com medo de retaliação.


Qual é essa carta?

Em abril, começou a circular uma carta aberta pedindo o bloqueio da fusão Paramount-Warner Bros., e ela já acumulou mais de 4.000 assinaturas de profissionais da indústria. Entre os que assinaram tem gente pesada: Florence Pugh, Pedro Pascal, Edward Norton, além de diretores consagrados como Yorgos Lanthimos, Sofia Coppola e Denis Villeneuve. Dos mais de 4.000 signatários, 75 são vencedores do Oscar.

O argumento principal é que essa fusão concentraria ainda mais o poder nas mãos de poucos, reduzindo o número de grandes estúdios americanos para apenas quatro — o que significaria menos oportunidades para criadores, menos empregos, custos mais altos e menos variedade para o público.


Mas então por que muita gente não assinou?

Aí que tá o ponto mais revelador do artigo. Ruffalo e Stoller dizem que ouviram repetidamente de artistas que apoiavam a causa, mas tinham medo de sofrer retaliação dos estúdios. E eles citam dois exemplos concretos pra mostrar que esse medo não é paranoia:

  • O diretor editorial de The Ankler, uma das últimas revistas independentes do setor, foi visto em um evento com uma sacola cheia de bottons "Block the Merger" — e a Paramount teria retirado sua publicidade da revista logo depois.
  • O próprio Ruffalo foi sugerido como convidado para um debate sobre a fusão na CNN, mas a produção recusou. O motivo alegado internamente? A Warner Bros. Discovery é a empresa-mãe da CNN, e havia "considerações legais" sobre o que poderiam ou não cobrir enquanto a fusão estiver em andamento.

O que Ruffalo diz sobre tudo isso?

A conclusão do artigo é bem direta: um dos efeitos já visíveis dessa fusão, antes mesmo de ela ser aprovada, é o silêncio forçado. As pessoas estão com medo de falar sobre a própria indústria em que trabalham.

Mas ele termina numa nota de resistência, dizendo que a coalizão está crescendo e que, quando as pessoas se unem em vez de ficarem na arquibancada, dá pra vencer — e que quem sabe isso inspire outras lutas contra a concentração de poder em outros setores também.


A fusão ainda está pendente de aprovação nos EUA e na Europa, e pode enfrentar processos judiciais de procuradores-gerais estaduais. Ou seja, a novela tá longe de acabar.

E vocês, o que acham? Faz sentido ter medo de falar contra os estúdios que podem te contratar amanhã? Comenta aí 👇

  

 

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