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Spike Lee defende o filme do Michael Jackson das críticas

Spike Lee tá do lado do Michael! 

Spike Lee in Los Angeles on March 15, 2026; Jaafar Jackson in 'Michael'.

Crédito: Steve Granitz/FilmMagic;lionsgate

 

O lendário diretor Spike Lee, conhecido por clássicos como Malcolm X e Do the Right Thing, saiu na defesa do novo filme biográfico do Rei do Pop. Em entrevista recente à CNN, ele foi bem direto: disse que já assistiu ao filme duas vezes e que simplesmente amou.

A maior polêmica em torno de Michael é que o filme não aborda as acusações de abuso sexual infantil feitas contra o cantor ao longo da vida. Muitos críticos atacaram o longa exatamente por isso. Mas Spike Lee não deixou barato:

"O filme termina em 88! E as coisas que vocês estão falando, as acusações, aconteceram depois. Então vocês estão criticando o filme por algo que querem que esteja lá, mas que não cabe na linha do tempo da história!"

Faz sentido, né? O filme encerra sua narrativa em 1988 — cinco anos antes do primeiro acusador, Jordan Chandler, vir a público em 1993.

Spike Lee in New York City on Aug. 11, 2025
Spike Lee in New York City on Aug. 11, 2025.

Crédito: Dimitrios Kambouris/Getty


Mas tem mais por trás dessa decisão...

O ator Colman Domingo, que interpreta Joe Jackson (pai de Michael) no filme, já tinha defendido o projeto antes, sugerindo que pode rolar uma parte 2 cobrindo outros períodos da vida do cantor.

Porém, a revista Variety trouxe uma informação bem interessante: segundo o veículo, o filme não aborda as acusações por conta de uma cláusula no acordo de Jordan Chandler com Jackson, que proibia qualquer menção ou representação do acusador em projetos cinematográficos. O diretor Antoine Fuqua teria inclusive planejado mostrar as consequências das acusações e chegou a filmar uma cena de investigadores vasculhando a casa de Jackson — mas quando o espólio do cantor descobriu essa cláusula, a produção foi reconfigurada e tudo isso foi cortado.


Legado e saudade

Na mesma entrevista, Spike Lee também falou sobre a saudade que sente de Michael Jackson e Prince, com quem trabalhou:

"Sinto falta do Mike e do Prince. Esses eram meus irmãos. Trabalhei com os dois. Pessoas lindas, lindas."

Vale lembrar que Spike Lee dirigiu o videoclipe de They Don't Care About Us (1996) e também dois documentários sobre o cantor após sua morte. Sobre essa música, ele destacou como ela ainda ressoa hoje: segundo ele, grandes artistas como Michael e Prince enxergavam o futuro antes que ele acontecesse — um dom divino, nas palavras dele.


E aí, você tá do lado dos críticos ou concorda com o Spike Lee? Deixa nos comentários! 👇

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