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Michael: O que os críticos estão dizendo sobre o polêmico filme do Rei do Pop

O filme chega aos cinemas essa semana carregado de especulação e escândalo — e a crítica já deu o veredicto. 


Jaafar Jackson as Michael Jackson and KeiLyn Durrel Jones as Bill Bray in Michael.
Jaafar Jackson in 'Michael'.

Crédito: Glen Wilson/Lionsgate

Michael Jackson já cantou que o amor nunca pareceu tão bom. Mas sabe o que parece ainda melhor? Uma crítica positiva.

Depois de meses de polêmica e especulação, Michael, o aguardadíssimo cinebiografia de Michael Jackson dirigida por Antoine Fuqua, finalmente estreia nessa sexta-feira. A primeira metade do filme em duas partes, pelo menos.

As críticas antecipadas já estão circulando sobre a primeira parte de Michael, que escala o sobrinho do Rei do Pop, Jaafar Jackson, no papel principal, e conta com um elenco de peso incluindo Nia Long (como a mãe Katherine Jackson), Colman Domingo (como o pai Joe) e Miles Teller (como o advogado de longa data de Michael, John Branca).

Nia Long as Katherine Jackson in Michael.
Nia Long in 'Michael'.

Crédito: Glen Wilson/Lionsgate

Deixa de lado tudo o que você ouviu falar sobre o filme durante sua conturbada jornada até as telas — desde o diretor de Leaving Neverland, Dan Reed, classificando o roteiro como uma "lavagem completa" do legado complicado de Jackson, até a irmã Janet se recusando a participar do projeto e, por isso, não aparecer em nenhum momento das mais de duas horas de duração. Em vez disso, veja o que a crítica achou de bom, de ruim e de tudo no meio.

 

👑 O Que Foi Elogiado

Vamos começar pelos pontos positivos, porque eles são bem mais escassos do que as críticas e reclamações.

Mesmo as resenhas mais negativas elogiaram a performance de Jaafar no papel do tio icônico. Para o Tribune News Service, Katie Walsh escreveu que os produtores do filme tiveram muita sorte de contar com Jaafar, que carrega a aparência dos Jackson e entrega uma incorporação física do Rei do Pop que é perturbadoramente precisa, quase matemática.

Alonso Duralde, do The Film Verdict, destacou que sempre que Jaafar ou Juliano Krue Valdi — o ator que interpreta o jovem Michael — veste um figurino icônico e recria os passos de dança do Rei do Pop, o filme ganha uma vida que está totalmente ausente no resto. O problema é que essas sequências parecem ser os únicos momentos do filme que não foram "achatados até o nada por uma equipe de advogados e assessores de imprensa."

Numa das resenhas mais favoráveis do lote, Adam Graham, do The Detroit News, reconheceu que o filme pode oferecer uma versão demasiadamente simplificada da vida monumental de Jackson, mas que Fuqua, um diretor com ótimo olho visual, encontrou o ritmo certo — e que Jaafar Jackson é o coração pulsante do projeto.

💀 O Que Foi Destruído

Tem muita coisa pra cobrir aqui.

No geral, a crítica não curtiu Michael. As queixas vão desde problemas estéticos — Phil de Semlyen, do Time Out, detonou a recriação da sequência de "Thriller" como travada e sem graça — passando por problemas de roteiro — Tim Grierson, do Screen, apontou uma narrativa estranhamente sem atrito que luta para ir além dos clichês do gênero — até críticas à essência do próprio filme. Kate Erbland, do IndieWire, acusou o projeto de, devido ao envolvimento próximo do espólio de Michael Jackson, ter sido "esvaziado de qualquer humanidade, boa ou ruim."

Na sua resenha de uma estrela, Robert Daniels, do RogerEbert.com, resumiu boa parte das críticas ao afirmar que Michael é vazio e que as músicas poderosas do Rei do Pop podem até cobrir algumas dessas deficiências — mas não conseguem esconder o fato de que, ao contrário do seu objeto, o filme não é artisticamente único, não é imediatamente divertente e não empurra nenhum limite. É seguro demais e sem nenhum desafio.

 

Judah Edwards as Young Tito, Jaylen Hunter as Young Marlon, Juliano Krue Valdi as Young MJ, Nathaniel McIntyre as Young Jackie and Jayden Harville as Young Jermaine in Michael.
A scene from 'Michael,' which is out on Friday.

Crédito: Glen Wilson/Lionsgate


🤔 E o Público, vai gostar?

Não seria a primeira vez que crítica e público se dividem numa estreia polêmica. Existe a possibilidade real de que o público curta o filme mesmo assim — e quem sabe até o transforme num sucesso de bilheteria apesar de tudo.

David Fear, na sua resenha bem-humorada para a Rolling Stone, prometeu aos espectadores que cada um vai ter o seu próprio momento de "OMG, o que está acontecendo aqui" assistindo a Michael.

Michael estreia nos cinemas no dia 24 de abril.



 

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