Christopher Nolan defende as armaduras de "The Odyssey" e a escalação de Travis Scott após críticas na internet
O diretor de Oppenheimer explica as escolhas criativas do filme mais aguardado do verão americano
| Courtesy of Universal Pictures |
Se tem um filme que tá dominando as conversas de cinema em 2025, é The Odyssey, a nova aposta de Christopher Nolan após o sucesso estrondoso de Oppenheimer. E com tanta expectativa, as polêmicas não demoraram a aparecer.
O filme
Pra quem ainda não tá por dentro: The Odyssey é uma adaptação da épica de Homero, com orçamento de 250 milhões de dólares e estreia marcada para 17 de julho. É o primeiro filme da carreira de Nolan rodado inteiramente em câmeras IMAX de 70mm — um feito técnico e tanto.
O elenco é de dar inveja: Matt Damon vive Odisseu, o rei grego em sua longa e tortuosa jornada de volta pra casa, enquanto Anne Hathaway interpreta sua fiel esposa Penélope. Completam o time Tom Holland como Telêmaco, Robert Pattinson como Antínoo, Lupita Nyong'o como Helena de Troia, Zendaya como Atena, Charlize Theron como Calipso, Jon Bernthal como Menelau e Benny Safdie como Agamêmnon.
É o tipo de produção épica, com sets imensos, efeitos práticos e milhares de figurantes, que Hollywood raramente topa bancar hoje em dia.
A polêmica das armaduras
Mas nem tudo foi elogio desde o primeiro trailer. Muita gente na internet achou que as armaduras dos guerreiros tinham uma cara muito... moderna. Alguns até compararam com o Batsuit das versões mais recentes do Batman.
Nolan rebateu as críticas com argumentos históricos: "Existem adagas micênicas de bronze enegrecido. A teoria é que eles provavelmente já conseguiam escurecer o bronze naquela época — você adiciona ouro e prata ao bronze e usa enxofre." Sobre Agamêmnon especificamente, explicou que a figurinista Ellen Mirojnick quis comunicar visualmente a hierarquia do personagem através de materiais caros e elaborados.
Travis Scott como bardo?
A outra surpresa que dividiu opiniões foi a escalação do rapper Travis Scott num papel de bardo — um contador de histórias da Grécia Antiga. Parece estranho? Nolan tem uma explicação bem elaborada pra isso:
"O escalei porque queria fazer uma referência à ideia de que essa história foi transmitida como poesia oral — o que é análogo ao rap."
Faz sentido quando você para pra pensar: tanto os bardos da Antiguidade quanto os rappers de hoje usam a palavra falada, o ritmo e a narrativa como ferramentas principais. É uma conexão criativa bem interessante.
A filosofia de Nolan
Quem acompanha a carreira do diretor sabe que ele é obcecado com precisão. Em Interestelar, contratou uma equipe de cientistas pra garantir que a física do filme fosse a mais fiel possível. Com The Odyssey, a abordagem foi parecida — só que no sentido inverso: em vez de especular sobre o futuro, ele teve que especular sobre o passado.
"Em Interestelar, a pergunta era: qual é a melhor especulação sobre o futuro? Quando você olha para o passado antigo, é exatamente a mesma coisa. Qual é a melhor especulação e como posso usá-la para criar um mundo?"
E sobre as críticas em geral, Nolan foi bem tranquilo: "Espero que as pessoas curtam o filme, mesmo que não concordem com tudo. Muitos cientistas reclamaram de Interestelar. Você só não quer que as pessoas achem que você não levou o projeto a sério."
The Odyssey chega aos cinemas em 17 de julho. Com esse elenco, esse orçamento e Nolan na direção, a expectativa tá nas alturas — polêmicas e tudo mais.






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