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Stephen Colbert encerra o Late Show com Paul McCartney apagando as luzes do Ed Sullivan TheaterStephen Colbert encerra o Late Show com Paul McCartney apagando as luzes do Ed Sullivan Theater

O ex-Beatle foi o convidado surpresa do último episódio — e o final foi à altura da história do lugar

CBS

  

Depois de anos apresentando o Late Show, Stephen Colbert se despediu na última quinta-feira com uma noite que misturou emoção, humor e um convidado que fez toda a diferença: Paul McCartney.

O número final e as luzes apagadas

O encerramento do programa foi com Colbert e McCartney cantando juntos o clássico dos Beatles "Hello Goodbye", acompanhados por Elvis Costello, o ex-líder da banda Jon Batiste e o atual Louis Cato. A produção foi crescendo até virar uma festa no palco, com a equipe do programa desfilando em fila pela cena, e a banda encerrando a música com uma pegada estilo Nova Orleans.


 

Depois disso, num trecho gravado, Colbert levou McCartney para os bastidores até o quadro de disjuntores elétricos do teatro. O lendário músico puxou uma alavanca que não só apagou as luzes — como abriu o que o programa descreveu como um portal interdimensional verde, introduzido mais cedo na noite pelo astrofísico Neil deGrasse Tyson.

A conversa com McCartney

McCartney também foi o último entrevistado da história do programa. Colbert pediu que ele contasse sobre a primeira visita dos Beatles ao Ed Sullivan Theater, 62 anos atrás.

"Nunca tínhamos ido à América. Chegamos lá e todo mundo dizia que era o maior programa do país. Pra ser honesto, nunca tínhamos ouvido falar dele. Sabe, a Inglaterra…", disse McCartney, explicando o desconhecimento. Ele também lembrou que tiveram que descer vários andares para a maquiagem — e voltaram com o rosto laranja.

Colbert não perdeu o gancho: "Isso é muito popular em certos círculos hoje em dia. Agora sabemos onde começou. Obrigado, Paul McCartney." Foi uma das poucas referências à política numa noite que surpreendentemente evitou o tema quase por completo.

McCartney também falou sobre o estado de espírito dos Beatles naquela época: um pouco nervosos, mas cheios de si. E fez questão de elogiar os Estados Unidos — "a terra da liberdade, a maior democracia" — sem que Colbert interferisse com uma piada, num raro momento de reverência.

 

A noite toda

O episódio final foi além do horário normal — terminando perto da 1h da manhã no horário de Brasília — e foi recheado de participações especiais. Bryan Cranston, Paul Rudd, Ryan Reynolds, Tim Meadows e Tig Notaro apareceram fingindo que cada um seria o último convidado da noite. Colbert até brincou que o Papa Leão seria o convidado final, com uma piada sobre ele se recusando a sair do camarim.

 

Os apresentadores de late night Jimmy Kimmel, Jimmy Fallon, Seth Meyers e John Oliver — que haviam aparecido ao vivo na semana anterior — também retornaram num segmento gravado sobre o tal portal interdimensional. E Elijah Wood apareceu por exatamente um segundo para uma reação cômica quando O Senhor dos Anéis foi mencionado de forma nada lisonjeira.

 

O futuro do teatro


 

O Ed Sullivan Theater, que abriu em 1927 e teve uma história longa antes de virar estúdio de TV, agora fica com destino incerto. A CBS não anunciou planos para o espaço. Por ser patrimônio histórico, precisa continuar sendo usado como teatro — mas o que exatamente vai acontecer ali ainda está em aberto.


 

Foi um encerramento à altura: íntimo, bem-humorado e com Paul McCartney apagando as luzes de um teatro onde os Beatles já haviam acendido tudo, 62 anos atrás.

 

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