Dia 20 de maio chegou o fim. O universo de super-heróis mais violento e sem filtro do streaming deu seu último suspiro, e Eric Kripke — criador e showrunner da série — foi ao Collider abrir o jogo sobre tudo que rolou nos bastidores do finale.
| Imagem: Prime Video |
Spoilers à frente. Você foi avisado.
A reviravolta do clone? Kripke descartou sem dó
Quem leu os quadrinhos originais do Garth Ennis sabe: no final das HQs, é revelado que o Capitão Pátria foi manipulado a vida toda pelo Black Noir — que na verdade era um clone perfeito dele, criado pela Vought como arma secreta.
Plot twist clássico. Mas Kripke nem cogitou usar isso na TV.
A justificativa dele é direta: a gente passou temporadas inteiras assistindo o Antony Starr construir esse monstro. Chegar no final e descobrir que "ah, na verdade era o clone que fazia tudo" jogaria fora todo esse trabalho. Não faria sentido emocional nenhum.
Faz sentido. Frustrante pra quem queria ver a cena na tela, mas faz sentido.
Bruto e Hughie: o arco que durou a série inteira
O que Kripke manteve dos quadrinhos foi a essência da relação entre Billy Bruto e Hughie.
Desde o começo, o plano de Bruto era usar o Hughie como sua bússola moral — alguém pra segurar ele quando fosse longe demais. E o final entregou exatamente isso: Hughie precisando atirar no próprio amigo pra impedir um genocídio global de supers com o vírus.
É o tipo de conclusão que dói do jeito certo.
"Um covarde com queixo de vidro"
A cena do Capitão Pátria implorando pela vida no Salão Oval foi intencional até o último detalhe.
Kripke queria mostrar que, sem os poderes, o Homelander é o cara mais fraco e frágil do mundo. Um valentão que só existe por causa da vantagem injusta que tem.
O contraste com o Frenchie — que encarou a morte de frente no episódio anterior — deixa isso ainda mais evidente. Um morreu com dignidade. O outro choramingou.
E o cenário fechado do Salão Oval? Não foi pra esconder o roteiro de vazamentos. Foi uma escolha consciente: o criador queria um final íntimo, emocional, não um espetáculo de efeitos visuais.
E agora? O universo continua — mas diferente
A história de Hughie e Luz Estrela acabou. Kripke confirmou: encerrada, sem volta.
Mas o universo de The Boys vai seguir em novos formatos:
- Vought Rising — já anunciado
- The Boys: Mexico — aprovado pela Amazon
- Gen V — os jovens do spinoff vão ter papel central no futuro, já que a história deles ficou cheia de pontas soltas
E o cenário que mais anima a equipe criativa é exatamente o mundo pós-Capitão Pátria. Sem a Vought pra pagar indenizações e varrer a sujeira pra baixo do tapete, o planeta vira um Velho Oeste: supers sem supervisão, heróis amadores tentando aparecer e vilões surgindo em todo canto.
Parece promissor — ou catastrófico. Provavelmente os dois.
Você concorda com Kripke? O fim que a gente teve foi melhor do que ver o clone do Black Noir na tela, ou você queria a reviravolta clássica das HQs? 👇






0 Comentários